sábado, 4 de junho de 2011

MÉTODOS E CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO

Métodos e concepções de alfabetização



Você conhece os métodos que os professores utilizavam antigamente (até os anos 80) e ainda fazem uso deles?
E as concepções de alfabetização como o construtivismo e o letramento (a partir dos anos 80)?
Entende o que é alfabetizar letrando, a concepção mais atual?
No documento abaixo (uma indicação para leitura) você vai encontrar os pressupostos dos métodos sintéticos (alfabético, fônico, silábico), os analíticos (palavração, sentenciação, ideográfico, historieta) e os mistos.
O documento também descreve sobre o construtivismo e o letramento.
Por último, aborda o paradigma do alfabetizar letrando, pela educadora Magda Soares.
Se você se interessou, acesse o link abaixo e como o próprio documento descreve:

"Revisitar tais concepções, possibilita ao professor/a alfabetizador/a rever a sua prática pedagógica,na perspectiva da ação-reflexão-ação, detectando limites e possibilidades, auxiliando na resignificação do seu olhar para o processo de construção da língua escrita e da sua postura metodológica."


HIPÓTESES DA ESCRITA...

Hipóteses da escrita das crianças


1) Fase pré – silábica

- Sabe que a escrita é uma forma de representação
- Pode usar letras ou pseudoletras, garatujas, números
- Não compreende que a escrita é a representação da fala 

- Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler)
- Vai direto para o significado, sem passar para sonora

- Variação de letras – ALSI (elefante) 

- Ela relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Nominal)



2) Fase silábica

A) Sem valor sonoro: 

- Ainda não faz relação com o som com a grafia.

- Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro.

Ex:. BOLA __PT 

CAVALO___BUP


B) Com valor sonoro:

- A escrita representa a fala

- Percebe a relação de som com a grafia.

- Escreve uma letra para cada sílaba.


Exs.: BOLA____OA ( valor sonoro só nas vogais ) 

BOLA____BL ( só usa consoantes )


3) Fase silábica-alfabética


- Apresenta a escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas

- Alterna escrita silábica com alfabética.

Exs.: CAVALO_____CVLU 

TOMATE_____TOMT


4) Fase alfabética

- Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras)

- Escreve como fala


Exs.: CAVALO _______KAVALU


TOMATE_______ TUMATI



ALFABETIZAÇÃO SÓCIOINTERACIONISTA

Alfabetização sóciointeracionista



Segundo Vygotsky há uma abordagem genética da escrita que preocupa-se com o processo de aquisição. Para compreender o desenvolvimento da escrita é necessário estudar o que ele chama de “a pré-história da linguagem escrita” – o que se passa com a criança antes de ser submetida a processos deliberados de alfabetização.
        
As crianças inicialmente imitam o formato da escrita de um adulto, produzindo apenas rabiscos mecânicos, sem nenhuma função instrumental; num nível mais avançado, elas continuam a fazer sinais sem relação com o conteúdo das sentenças faladas, passando por diferentes subníveis, até que consigam diferenciar os signos da escrita pelo conteúdo do que é dito. Neste ponto, a criança já descobriu a necessidade de trabalhar com marcas diferentes em sua escrita, que possam ser relacionadas com o conteúdo. Passa, então, para a utilização dos desenhos como forma de expressão individual. A partir desse momento, a criança passa à escrita simbólica. O próximo passo envolve o aprendizado da língua escrita propriamente dita – não um processo individual, mas que interage com a observação da vida cotidiana (OLIVEIRA, 1993). 

O mais importante é lembrar que se deve ensinar a linguagem escrita e não, simplesmente, a escrita das letras.

CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO...

Concepções de alfabetização


Da década de oitenta para cá, a alfabetização passou a ser vista como construção ativa de um saber pelo aprendiz, que só pode dominá-la se estiver em contato contínuo com o objeto de sua aprendizagem, ou seja, a escrita produzida fora da escola em seus usos sociais cotidianos. Nessa concepção, o aluno é visto como aprendiz ativo, e seu interesse pelo conhecimento ou necessidade que sente dele como motores da aprendizagem.  A língua passou a ser vista como mais do que um código, algumas vezes como sistema de representação, outras como discurso.
Duas são as principais concepções de alfabetização, ou seja, como se dá a construção ativa da língua para o aprendiz:
1. Para os construtivistas, a língua é apropriada por meio de um processo psicológico interno, individual. Para eles, toda a aprendizagem é feita pelo aprendiz de uma forma espontânea, pelo contato com o que existe no meio em que vive. Os construtivistas apóiam suas teorias em Piaget, pesquisador suíço do desenvolvimento da inteligência na criança.
2. Para os sociointeracionistas, o processo de apropriação da escrita se dá primeiro nas interações sociais, para depois ser internalizado pelo aprendiz. Para eles, toda a aprendizagem é feita, de início, socialmente, para depois se tornar uma construção individual. Os sociointeracionistas apóiam suas teorias em Vygotsky, pesquisador russo do desenvolvimento da inteligência e da aprendizagem da criança.

SONDAGEM...

Sondagem da escrita dos alunos


É fundamental que no início das aulas seja realizada uma avaliação diagnóstica ou sondagem, para partirmos do que nossos alunos já sabem, tornando assim, nosso ensino muito mais significativo e coerente.
Para 1º e 2º anos, logo nas primeiras semanas de aula, os professores já podem realizar a sondagem.


Organizar uma lista de palavras com o mesmo tema. A lista deve ser iniciada com as palavras polissílabas, depois as trissílabas, dissílabas e monossílabas, por último uma frase referente a lista utilizada.
A sondagem deve ser realizada individualmente.


Como realizar a sondagem?
Numa folha de sulfite, pedir ao aluno que escreva o seu nome. Abaixo do nome a professora dita a palavra inteira, não em sílabas. O aluno escreve e o professor solicita a leitura da palavra. O aluno lê apontando com o dedo o que escreveu.
Ao término da sondagem, o professor registra no ditado, a forma como o aluno leu (global e/ou silabicamente), a fase de escrita em que se encontra e outras informações importantes. A cada bimestre deve ser realizada uma nova sondagem para verificar os avanços dos alunos.

Exemplos de sondagem:

Lista de animaisDINOSSAURO
CAMELO
RATO

Frase: O RATO SAIU DA TOCA.


Lista de material escolar
LAPISEIRA
CADERNO
LÁPIS
GIZ
Frase: O LÁPIS CAIU NO CHÃO

DIA DO LIVRO...

18 de abril - Dia Nacional do Livro Infantil

Comemora-se nesse dia, para homenagear Monteiro Lobato, um grande escritor que escreveu várias obras infantis e juvenis, dentre elas O Sítio do Pica-Pau Amarelo de grande sucesso.




Aproveito para sugerir o trabalho com o PROJETO PASSAPORTE DA LEITURA que contém 50 atividades, onde cada uma está relacionada a um livro infantil  para a leitura em sala de aula, a fim de  incentivar o gosto pelos livros.
 
O Projeto contém ainda capa, justificativa, objetivos, desenvolvimento, culminância e avaliação.

Para visualizar amostras (fotos) das atividades deste projeto, visite o endereço abaixo:


"Um país se faz com homens e livros" - Monteiro Lobato

FESTA JUNINA


Conteúdos:
• Origem da Festa Junina
• Os Santos Padroeiros dessas festas
• A vida do Homem do Campo – vestuários, alimentação, costumes, transporte, animais, plantações, comparação da vida na cidade e no campo.
• Alimentos típicos das Festas Juninas e receitas.
• Os perigos dos fogos e dos balões.
• Vocabulário: Trabalhar com a criança o significado de termos como: arraial, caipira, quermesse, quadrilha, Festa Junina etc.
• Enfeites: bandeirinhas, correntes, balões etc.
• Brincadeiras e jogos: pescaria, boca do palhaço, atirar argola, toca do coelho etc.
• Danças: quadrilha, casamento caipira
• Canções juninas
Simpatias e crendices


As crianças poderão:
• fazer pesquisas sobre a origem da festa junina;
• entrevistar familiares com a finalidade de conhecer como comemoravam esta festa;
• as suas lembranças destes eventos ou curiosidades ocorrida desta época que marcaram suas vidas